terça-feira, 10 de maio de 2011

Alta nos preços dos combustíveis será debatida pelo Senado

 

Fonte: Agência Brasil
Data: 10/05/2011 12:00


A alta dos preços dos combustíveis no país será tema de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Foi aprovado hoje (10) requerimento de autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS) que propõe a discussão com setores da economia com intuito de esclarecer as razões para a volatilidade dos preços da gasolina e do álcool.


Serão convidados para o debate, que será realizado em conjunto com a Comissão de Meio Ambiente e que ainda não tem data definida, o presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, o diretor geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Haroldo Borges Rodrigues Lima, o presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda Soares, o secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Vinícius Marques de Carvalho, e a coordenadora executiva do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Lisa Gunn.


Para a senadora Ana Amélia, é preciso esclarecer os motivos que levam às constantes variações do preço dos combustíveis. Segundo ela, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, por exemplo, afirmou que a culpa da elevação é dos cartéis dos postos. “Precisamos esclarecer o porquê dessa volatilidade de um produto que impacta diretamente na economia do país e também tem grande influência na alta da inflação”, afirmou a senadora.

 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Ministro diz que a partir de hoje consumidor deve pagar menos por combustíveis

 

Priscilla Mazenotti
Da Agência Brasil
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que a partir desta segunda-feira (9) o preço dos combustíveis nos postos vai cair. A gasolina e o álcool apresentaram aumentos substanciais nas últimas semanas por causa das instabilidades no mercado internacional e também pela redução da oferta de álcool anidro na entressafra da cana-de-açúcar.

"Não se cogita aumento no preço do combustível"

“A partir de hoje poderemos perceber nitidamente a redução do preço do etanol na bomba”, disse ao participar de uma sessão solene no plenário da Câmara.

“O governo tomou as medidas necessárias, mas precisamos entender que esse é um mercado livre. Precisamos agora elevar drasticamente a produção para que, com o excesso de oferta, se possa ter a redução dos preços”, acrescentou.

Lobão reforçou que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) passará a ter a responsabilidade de cuidar, também, do etanol. E admitiu que em alguns Estados há cartel nos postos de gasolina. “Nitidamente está havendo cartel. Pedi que a ANP fosse ao Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica] para que esse descalabro fosse resolvido”, afirmou.

O ministro disse que, a partir de agora, as punições para os donos de postos que formam cartéis na cobrança dos combustíveis serão rigorosas. Pode haver cobrança de multa e até o fechamento do posto.

ANP ainda não tem balanço dos preços nesta semana

A ANP faz um levantamento semanal dos preços de combustíveis em mais de 500 locais pelo país, mas informou que não tem os dados desta segunda-feira ainda, para verificar se houve alguma redução de valores.

Os dados de hoje só serão compilados na pesquisa que sai na próxima segunda-feira. Os preços são atualizados semanalmente numa área do site da ANP. A previsão da agência era de que os valores relativos à semana passada fossem liberados ainda na noite desta segunda, mas o site estava fora do ar por volta das 18h15.

(Com informações do UOL Economia)

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Pressão no fundo da Terra pode gerar petróleo de origem mineral

Um modelo de computador sugere que as pressões e temperaturas nas profundezas da Terra podem criar longas cadeias de hidrocarbonetos a partir de moléculas de metano. Hidrocarbonetos são os componentes do petróleo e do gás natural.
Geólogos acreditam que praticamente todos os hidrocarbonetos do petróleo extraído comercialmente vêm da decomposição de seres vivos soterrados sob camadas de sedimento na crosta terrestre.
IG - Ciência
Mas hidrocarbonetos gerados por meio de reações químicas nos minerais do manto ou das profundezas da crosta podem ocorrer em algumas circunstâncias, como fendas e zonas de subdução, disse, por meio de nota, Giulia Galli, professora de Química e Física da Universidade da Califórnia, Davis.
"Nossa simulação msotra que moléculas de metano podem se combinar para formar moléculas maiores de hidrocarbonetos quando expostas às temperaturas e pressões do manto superior", disse ela, referindo-se à camada terrestre que existe por baixo da crosta.
"Não afirmamos que os hidrocarbonetos superiores realmente ocorrem nas condições reais do manto, mas as pressões e temperaturas estão certas", acrescentou.
Ela e sua equipe usaram computadores para simular o comportamento de átomos de carbono e hidrogênio a uma profundidade de 60 km a 140 km.

Os pesquisadores determinaram que hidrocarbonetos com vários átomos de carbono podem se formar a partir do metano - que tem um carbono e quatro átomos de hidrogênio - em temperaturas da ordem de 1.200º C e pressões de 50.000 atmosferas, condições encontradas a cerca de 100 km de profundidade.

A pesquisa não avaliou a possibilidade de os hidrocarbonetos formados dessa forma migrarem para mais perto da superfície e acabar em jazidas exploráveis de combustível.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

powered by


Este Blog
Link daqui
Minha lista de blogs
Este Blog
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

EVENTO: PetroNor 2011 - III Conferência, Exposição e Encontro de Negócios do Setor de Petróleo do Norte e Nordeste do Brasil

 

III Conferência, Exposição e Encontro de Negócios do Setor de Petróleo do Norte e Nordeste do Brasil
14 e 15 de julho de 2011
Manaus | Amazonas | Brasil

“Petróleo na Amazônia: Desafios e Oportunidades de Negócio”

Apresentação

PetroNor é um evento internacional com foco no setor de petróleo e gás do Norte e Nordeste do Brasil, constituído de uma Conferência Técnica, uma Exposição e um Encontro de Negócios, organizado anualmente pelas Redes Petro do Norte/Nordeste do país com o patrocínio do SEBRAE e da PETROBRAS.
Na edição de 2011 o PetroNor será sediado em Manaus, capital do Estado do Amazonas, e estará dedicado aos desafios comuns e oportunidades de negócios nas bacias petrolíferas localizadas em regiões transfronteirizas do Amazonas. O evento cobre toda a cadeia produtiva, da exploração e produção ao refino e transporte, abordando também aspectos transversais tais como inovação e meio ambiente.

Conferência

Na conferência será apresentado o panorama atual de exploração e produção nas bacias petrolíferas dos países amazônicos, bem como as perspectivas de investimentos e as oportunidades reais de fornecimento de bens e serviços nessas mesmas bacias. Todas as apresentações serão realizadas por especialistas oriundos de cada um dos países envolvidos (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela). Outros assuntos, tais como incentivos fiscais, tecnologias inovadoras e conteúdo local serão abordados em painéis específicos.
A participação na conferência é aberta e gratuita.

Exposição

A exposição pretende mostrar produtos e serviços utilizados no setor petrolífero no Amazonas, especialmente aqueles projetos de inovação tecnológica bem sucedidos, desenvolvidos por empresas dos países da região amazônica. Serão disponibilizados estandes de 6 m², possibilitando a interação entre empresas, público especializado, instituições e estudantes.

Encontro de Negócios

Enfim, o Encontro de Negócios promoverá intercâmbios comerciais entre empresas compradoras oriundas dos países amazônicos e empresas fornecedoras do setor, tanto no segmento de exploração e produção quanto no de refino e transporte.
A participação no encontro de negócios é gratuita.

Inscrições

Público Alvo

  • Empresas concessionárias
  • Empresas fornecedoras de bens e serviços
  • Governo Federal e Estaduais
  • Associações de classe
  • Universidades, centros de pesquisa e FAPs
  • Estudantes

Data e Local

Data: 14 e 15 de julho de 2011
Local: Centro de Convenções Manaus Plaza
Av. Djalma Batista, 2100
Manaus | Amazonas | Brasil

Organização

Redes Petro de AL, AM, BA, CE, PE, RN e SE

Contato

  • Sra. Helena GarciaTelefone: (92) 2121 7317E-mail: helenagarcia@am.sebrae.com.br
  • Sra. Noira AuzierTelefone: (92) 2121 7318E-mail: noira.pereira@am.sebrae.com.br

Patrocínio

Convênio PETROBRAS-SEBRAE Amazonas

terça-feira, 3 de maio de 2011

Novo marco para etanol e biodiesel

Fonte: Valor Econômico
Data: 03/05/2011 10:01
O governo fará um "novo marco regulatório" para o etanol e o biodiesel e a Petrobras fará parte dessa etapa ao reforçar os investimentos nesses segmentos até 2015, informou o presidente da Petrobras Biocombustíveis, Miguel Rossetto. As medidas deverão ser adotadas nos próximos meses, em paralelo à transformação do etanol em combustível estratégico sob fiscalização e controle da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
 
 
"A agenda de regulação é de governo, que tomará a iniciativa de um novo marco regulatório do etanol e do biodiesel por causa do sucesso e do impacto de ambos na economia da energia", afirmou Rossetto.
 
 
O presidente Petrobras Biocombustíveis diz que o etanol significa 50% do volume de veículos e o biodiesel já tem 5% na matriz energética brasileira. "Eles marcam o perfil da produção sustentável, assumem importância que exigem outro padrão regulatório, mas isso é agenda de governo".
 
 
No início de abril, a presidente Dilma Rousseff determinou alterações na regulação do etanol como resposta à substantiva elevação de preços, com impacto nos índices da inflação, e as ameaças ao abastecimento interno do combustível. Na sexta-feira, o governo publicou medida provisória para ampliar a banda de variação da mistura do etanol anidro na gasolina. Agora, fará um novo marco regulatório.
 

A aceleração nos planos de investimento da Petrobras em etanol também responde a um apelo da presidente Dilma Rousseff. "Vamos crescer os investimentos em etanol nos próximos anos e aumentar nosso capacidade", informa Rossetto. "A Petrobras assumiu esse compromisso. O mercado do etanol cresce 10% ao ano e vamos ocupar parte disso, ampliar o abastecimento e também crescer em alcoolquímica. Esse é o nosso negócio e estamos preparados para isso", afirma.
 

A estatal está em processo de avaliação de seu plano quinquenal de investimento para o período 2011-2015, a ser divulgado ainda em maio. A empresa dará prioridade à área de pesquisa e desenvolvimento, sobretudo para garantir biocombustíveis de "segunda geração". "Vamos investir muito em P&D, na vanguarda tecnológica dos biocombustíveis, no etanol de segunda geração e na melhoria genética das oleaginosas", diz o executivo. E detalha: "Queremos ter variedades mais rústicas, com mais foco no Semiárido, via análise dos ciclos de vida e aperfeiçoamento do padrão de produção".
 

A Petrobras Biocombustíveis, cuja meta de participação no mercado de etanol estava fixada em 5% até 2014, deve ampliar as apostas nesta área a partir dos investimentos em etanolduto e em novidades logísticas como a hidrovia Tietê-Paraná, ambos planejados para garantir o escoamento da produção do Centro-Oeste no longo prazo. "Nossa agenda é de produção. Temos investimentos em execução no período 2010 a 2014 de US$ 2,5 bilhões. Disso, US$ 1,9 bilhão são só para etanol".
 

O executivo diz que o braço de novos combustíveis da estatal encerrou 2010 com participação acionária em 14 usinas no Brasil - dez de etanol e quatro de biodiesel. Ao longo do ano passado, a empresa elevou sua capacidade instalada a 1 bilhão de litros de etanol e a 500 milhões de litros de biodiesel. A Petrobras mantém participação nas usinas Guarani, Nova Fronteira e Total. E busca novas empresas com "qualidade econômica, logística e ambiental, além de viabilidade", segundo o executivo. Na mira, estão tanto projetos "greenfield" ou construídos, mas com 100% de mecanização do plantio e da colheita. "Queremos gestão e operação com altos padrões". O crescimento se dará a partir da Guarani em São Paulo e da Fronteira em Goiás. "Compartilhamos gestão e alto padrão. E cresceremos a partir dessas empresas".
 

Rossetto diz que a Petrobras Biocombustíveis reforçará o "compromisso" com os projetos de biodiesel no Pará e a atuação no óleo de palma. "Vamos construir nossa usina para abastecer o Norte do país. Teremos um conceito de sustentabilidade, amplo rigor ambiental e forte integração com a agricultura familiar".

Petrobras considera cedo aumento no preço da gasolina

 

Por Maria Fernanda Romero
Fonte: Redação
Data: 03/05/2011 16:04


A Petrobras disse hoje que acredita que é “muito cedo” para elevar os preços da gasolina ainda que a empresa possa ser obrigada a importar combustível para revender abaixo do custo para atender a demanda interna. A afirmação foi feita a pouco pelo presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli em coletiva durante a Offshore Technology Conference (OTC).

 
“Não repassamos ao mercado brasileiro variações de curto prazo dos preços internacionais do petróle. Nossa política é de longo prazo e ainda é muito cedo para decidir o que fazer”, indicou Gabrielli.


Segundo o executivo as refinarias da Petrobras no Brasil estão operando próximas da capacidade total, forçando a empresa a comprar combustível no exterior e com os limites de preços impostos pelo governo impedindo que repasse todo o custo aos consumidores.


A estatal não deve aumentar significativamente sua capacidade de refino doméstica até que complete uma nova unidade em 2013. "As refinarias da Petrobras suprem a maior parte da demanda nacional por gasolina, com as importações representando apenas uma 'pequena' proporção, disse. Em abril, a Petrobras importou 1,5 milhões de barris de gasolina, com o crescimento econômico elevando a demanda por combustíveis.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Mistura de etanol na gasolina vai diminuir para 20% ou 18%

 

Fonte: Valor Econômico
Data: 28/04/2011 10:31
O governo segue em alerta com a garantia de abastecimento e os preços do etanol no mercado interno. A recente elevação das cotações nas usinas acelerou a decisão de reduzir a mistura do anidro na gasolina, hoje em 25%.
 

A alteração será anunciada nos próximos dias, apurou o Valor. O índice deve cair a 20% ou 18%, dependendo apenas de uma decisão final da presidente Dilma Rousseff. Se for a 20%, um decreto interministerial resolve. Abaixo disso, será preciso uma medida provisória.
 
 
A presidente ainda está aborrecida com os usineiros e quer usar o instrumento de regulação para "mostrar força". Para reforçar a estratégia de intervenção, Dilma também determinou à Petrobras Biocombustíveis mais rapidez nos investimentos em produção de etanol. A estatal, que deve divulgar seu novo plano quinquenal ainda este mês, elevará sua aposta no setor, hoje limitada à produção de 1 bilhão de litros em dez usinas. Ao mesmo tempo, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) avança nos detalhes para estabelecer mecanismos de fiscalização, controle e metas às usinas.
 

O governo avalia que precisa "dar sinais concretos" de garantia de abastecimento e controle do impacto dos preços do etanol nos índices de inflação. A substancial redução da mistura na gasolina também deve ajudar a estratégia, já que o rally das cotações do etanol pressiona por um reajuste do combustível nos postos de serviço.
 

O governo considera ser necessário investir R$ 15 bilhões por ano ao longo da próxima década para garantir a oferta interna e atender a esperada demanda internacional pelo etanol de cana-de-açúcar.
 

A presidente Dilma está disposta, segundo auxiliares, a induzir investimentos no setor, mas tem cobrado "mais compromisso" dos usineiros com o programa do etanol. Mesmo sem adiantar medidas futuras, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, afirma que o setor tem compreendido a urgência de ampliar investimentos para tranquilizar o mercado interno. "Temos mantido estreito contato com o setor e notado boa vontade de todos", disse Rossi ao Valor.
 

No governo, informa-se que Dilma decidiu financiar apenas a construção e ampliação de destilarias de etanol. A presidente quer evitar qualquer incentivo à produção de mais açúcar de cana. Antes disso, porém, quer "arrumar a casa" com as medidas pensadas para enquadrar os usineiros.
 

Embora tenha deixado a medida em "stand by", Dilma ainda não arquivou a ideia de taxar as exportações de açúcar em 4%. Os usineiros são acusados de produzir mais açúcar do que etanol. Os preços da commodity experimentam os maiores picos desde a década de 1970 e sua remuneração supera em 75% a margem do etanol.
 

Para evitar prejuízo aos combustíveis, a presidente encomendou estudos à equipe econômica sobre a redução do percentual da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) na gasolina.
 

No início de abril, em reunião com quatro ministros no Palácio do Planalto, a presidente determinou a "transferência compulsória" do etanol à ANP. O objetivo é apertar controles sobre níveis de estoques privados e estatísticas de oferta e demanda, além da quantidade produzida e o fluxo de comercialização das usinas. Medidas tributárias, como a obrigação de instalar medidores de vazão, também foram cogitadas.
 

A presidente Dilma Rousseff entende, segundo auxiliares, haver um "descompromisso" que colocaria em risco a produção de motores "flex fuel" e ameaçaria os investimentos da indústria automobilística em carros bicombustíveis. Dilma lembra conhecer o setor desde sua época como ministra de Minas e Energia. E tem afirmado que os usineiros não costumam cumprir acordos com o governo.
 

Parte do governo avalia que o setor tem "margens deprimidas" em razão dos crescentes custos de produção e do preço "artificial" da gasolina, o que impede uma livre flutuação nos preços do etanol - balizado pelo derivado de petróleo. E o setor ainda vive reflexos da crise de 2008, quando capital de giro era usado como investimento em novas plantas. Depois da crise global, faltou dinheiro para pagar dívidas de curto prazo e muitas usinas foram vendidas. Hoje, 35% das usinas são estrangeiras. E as multinacionais pouco investiram em novos projetos, avalia o governo.