domingo, 9 de outubro de 2011

Amido termoplástico poderá substituir plástico de origem petroquímica

m estudo desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Materiais (PPGCM) do campus Sorocaba da UFSCar realizou experimentos com amido para a criação de plásticos descartáveis, o que visa substituir o plástico convencional por um biodegradável.

De acordo com o estudo, o TPS poderá ser aplicado principalmente em materiais descartáveis como sacolas plásticas e copos descartáveis, por exemplo, mas para ser lançado comercialmente ainda são necessárias algumas adequações. O amido, reserva de alimentos de plantas como o milho, arroz e mandioca, é encontrado abundantemente no Brasil graças ao cultivo extensivo e intensivo de cereais, além de ser renovável e possuir custo relativamente baixo. Ele também é um importante segmento da economia e pode ser convertido química, física e biologicamente em compostos úteis à indústria.

Sob pressão e temperatura, e na presença de um agente plastificante, a substância pode ser gelatinizada e, sob o efeito de cisalhamento, também pode se transformar em um material fundido, denominado amido termoplástico (TPS). Segundo a pesquisa, que durou dois anos, foi possível modificar as cadeias poliméricas do TPS, conseguindo quebrá-las em um processo de despolimerização e ligá-las novamente em um processo de repolimerização, em uma única etapa de processamento via extrusão.

"Com essa modificação química o material apresentou um aumento em suas propriedades mecânicas e uma diminuição na sua capacidade de absorção de água, resultado importante que era o objetivo do estudo", garante Adriane Medeiros Ferreira, que desenvolveu a pesquisa.

As vantagens dos produtos obtidos a partir de amido termoplástico é que eles são mais baratos que os plásticos sintéticos derivados de petróleo e possuem a vantagem de serem biodegradáveis. Além disso, o amido termoplástico pode ser processado nos mesmos equipamentos tradicionalmente empregados para o processamento dos plásticos convencionais, não sendo necessário nenhum gasto extra para sua utilização.

Adriane foi orientada pelo professor Antônio José Felix de Carvalho, da Universidade de São Paulo (USP), e co-orientada pela pesquisadora Alessandra Luzia Róz. A banca avaliadora foi composta pela professora Wang Shu Hui, da Escola Politécnica da USP, e pelo professor Alessandro Gandini, da Universidade de Aveiro, em Portugal.
 
Fonte: Revista Tn Petróleo

HRT adota solução da Endeeper para gestão de dados de petrografia



Notícias

HRT adota solução da Endeeper para gestão de dados de petrografia

Fonte: Redação
Data: 07/10/2011 16:56


A HRT Participações em Petróleo S.A, empresa que já realizou 11 descobertas importantes na bacia sedimentar de Solimões, escolheu os sistemas Petroledge e Graphledge para a gestão dos dados de análises petrográficas. O sistema pode ser utilizado para a elaboração de descrições de rochas sedimentares e carbonáticas.

Luiz Henrique Boff, CEO da Endeeper, comentou: “Petrografia é uma área importante, pois ela colabora para a melhoria da precisão dos modelos para predição da qualidade de reservatórios. A solução da Endeeper contribui significativamente para o processo de análises laboratoriais da HRT, pois o Petroledge padroniza e aperfeiçoa o processo de análise petrográfica, reduzindo custos e tornando mais fácil a integração e uso dos dados petrográficos nos modelos geológicos usados na predição da qualidade de reservatórios de petróleo".
 
Fonte: Revista Tn Petróleo

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Relator diz que todos devem ceder para que projeto de distribuição dos royalties seja aprovado

O relatório sobre o projeto de distribuição dos royalties do pré-sal será apresentado na próxima terça-feira (11) aos parlamentares da comissão criada para costurar um acordo em torno da proposta. A expectativa é que no dia 19 a matéria seja votada no plenário do Senado, antes de seguir para a Câmara.

O relator, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), disse que todos - União, estados e municípios produtores e não produtores – deverão ceder para que o projeto possa ser aprovado. “Todos devem ceder para todos ganharem. Essa é a maior tarefa que vamos buscar”, disse.

Vital do Rêgo disse ainda que, na proposta, caberá à União cerca de R$ 8 bilhões dos recursos da exploração do petróleo. Aos estados produtores serão destinados valores entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões e aos estados não produtores, R$ 8 bilhões. Os valores são referentes a 2012.
 
Fonte: Agência Brasil
 
“Todo mundo tem de ceder em relação ao limite apurado. Os estados não produtores, por exemplo, já abriram mão de 50% do que reivindicavam no início”, disse o autor do projeto, senador Wellington Dias (PT-PI).
 
Entretanto, na proposta inicial do senador consta a distribuição de recursos de áreas licitadas e de não licitadas. Esse ponto do projeto poderá enfrentar polêmica na votação. Os estados produtores de petróleo não aceitam perder recursos com as áreas já licitadas.

“A bancada do Rio de Janeiro vai votar contra aquilo que não atender aos interesses e, se for o caso de ir à Justiça, não há dúvida que iremos”, disse o deputado Alessandro Molon (PT-RJ).

Abiquim aponta consumo aparente nacional histórico

Os principais índices de volume do segmento de produtos químicos de uso industrial tiveram resultados positivos em agosto de 2011: produção +2,47% e vendas internas +9,84%. Tradicionalmente, agosto é um mês de volumes bons no setor, sobretudo em razão de formação de estoques para atendimento da demanda de final de ano, que normalmente cresce entre os meses de setembro e outubro. No entanto, na comparação com agosto do ano passado, os dados deste ano são negativos. Com relação ao índice de preços, após cinco elevações consecutivas, o segmento vem registrando deflação nos últimos dois meses, com resultado de -3,15% em agosto. Tal fato decorre da queda de preços no mercado internacional, parte atribuída à redução da demanda mundial, mas uma parte também pode ser justificada pelo novo cenário de ganhos de competitividade no mercado americano, com o advento do shale gas. O gás nos Estados Unidos, que custa atualmente um terço do preço praticado no Brasil, está motivando a retomada de plantas que haviam sido paralisadas no passado, bem como atraindo novos investimentos.


De acordo com comunicado da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), apesar da melhora recente, na média de janeiro a agosto de 2011, sobre igual período do ano passado, o índice de produção apresentou declínio de 4,34% e o de vendas internas teve queda de 3,59%. Nos primeiros oito meses deste ano, as empresas trabalharam com ociosidade elevada, uma vez que o índice de utilização da capacidade instalada foi de apenas 79%, quatro pontos abaixo de igual período do ano passado. Para um segmento que opera na maioria dos casos em processo contínuo, esse nível de produção é preocupante. Quanto ao índice de preços, houve elevação de 14,86% nos primeiros oito meses do ano, comparado com igual período do ano passado. Na análise dos últimos 12 meses, encerrados em agosto, sobre igual período imediatamente anterior, o índice de produção foi negativo em 2,21% e o de vendas internas teve recuo de 0,47%.


A boa notícia, no entanto, é que o País continua demandando produtos químicos e o reflexo disso está no consumo aparente nacional (CAN) dos produtos amostrados no RAC, que alcançou recorde histórico em agosto de 2011, crescendo expressivos 14,1% sobre o mês anterior. Vale registrar que as importações dessa mesma amostra de produtos, em volume, subiram 35,5% em agosto na comparação com julho. De janeiro a agosto de 2011, sobre igual período de 2010, o CAN cresceu 10,2%.


No entanto, como houve recuo da produção, todo o incremento na demanda interna foi atendido por acréscimos na parcela de importação, cujo volume subiu expressivos 36,7% na mesma comparação. A questão da apreciação do real frente ao dólar, combinada com a situação internacional mencionada e com o custo Brasil, está favorecendo as importações.


Há fortes indicações de que o segmento deverá registrar novo recorde no seu já elevado déficit, que pode superar US$ 25 bilhões neste ano. Essa situação irá pressionar muito a balança de pagamentos do Brasil. Para reverter esse quadro, o setor carece de medidas de longo prazo que venham a estimular a produção atual em bases competitivas com os seus principais concorrentes no mercado internacional, além de destravar investimentos.


Uma dessas medidas diz respeito à adoção de uma política para o uso do gás natural como matéria-prima, já prevista na lei do gás. Não se pode deixar de mencionar que a química tem a capacidade e o poder de agregar valor, transformando matérias-primas (ou commodities) em produtos de elevado conteúdo e que, nesse processo, há um forte efeito multiplicador sobre a economia. Não é coincidência que não existe nenhuma economia desenvolvida sem uma química de base também forte.
 
Fonte: Revista Tn Petróleo

terça-feira, 4 de outubro de 2011

BR Aviation planeja investir R$ 500 milhões até 2015


A BR Aviation, divisão de combustíveis para aviação da Petrobras Distribuidora, vai investir cerca de R$ 500 milhões até 2015 para ampliar a sua presença e capacidade de fornecimento de querosene de aviação (QAV) nos aeroportos brasileiros.

Hoje, a empresa tem postos de venda de QAV em 100 aeroportos no país e já tem pelo menos nove novas localidades no radar. O investimento da BR Aviation equivale a 10% do total de recursos que a Petrobras Distribuidora terá para investir entre 2011 e 2015, ou um orçamento de R$ 5,2 bilhões para o seu plano de negócios.

A informação é do gerente-executivo da BR Aviation, Francelino Paes. De acordo com ele, parte dos recursos serão aplicados para ampliar a quantidade dos chamados BR Aviation Center para 22 aeroportos até 2015. Atualmente, são 10 centros, que oferecem serviços como salas VIP e hangaragem (estacionamento de aeronaves com serviços de limpeza, por exemplo).

"Estamos atentos ao crescimento da demanda. Até 2020, a projeção de expansão do consumo anual de QAV é de 4,9%. Para até 2015, a previsão é de aumento anual de 6,5%", diz. Segundo ele, durante a realização da Copa do Mundo de Futebol de 2014 e da Olimpíada de 2016, a projeção de alta do consumo de QAV é de 30%.

Paes lembra do crescimento do fluxo de passageiros transportados por companhias aéreas, que tem sustentado o aumento da demanda pelo QAV. A Petrobras Distribuidora respondeu por 61,8% do fornecimento de QAV no país, de janeiro a agosto. Nesse período, a demanda por voos domésticos no país acumula expansão de 20,14%. O fluxo nos voos internacionais das aéreas brasileiras, tem 15,83% de aumento acumulado nos oito primeiros meses do ano.

A empresa lançou há um ano uma linha de produtos para limpeza e conservação de jatos executivos, batizada de BR Aviation Care como parte do seu objetivo de ter um diferencial para reter clientes e conquistar novos consumidores. Foram quatro anos de desenvolvimento em parceria com a Dow Corning, especializada em tecnologia de silicone.

São 20 produtos diferentes para limpeza e conservação de jatos executivos com embalagens muito parecidas com as de produtos de limpeza para o lar, como limpa-vidros e de multiuso. Em um ano, as vendas dessa linha corresponderam a 2% do faturamento da BR.

Paes conta que há duas formas de vender a linha BR Aviation Care. A primeira é a granel, para grandes consumidores. Para pilotos e mecânicos que compram esporadicamente nos postos em aeroportos, foi desenvolvida uma mochila com os principais produtos, a preço médio de R$ 250.

"O objetivo é o cliente associar esses produtos com a BR Aviation, para obter a fidelidade dele", diz Paes. Segundo ele, muitos consumidores são os próprios pilotos, que decidem onde comprar combustível ponto a ponto. Clientes de grande porte têm contratos de fornecimento exclusivo e não precisam comprar toda a vez que os aviões se preparam para decolar.

Segundo Paes, o faturamento da divisão de aviação corresponde a 10% do resultado da Petrobras Distribuidora, que ficou em R$ 33,7 bilhões até junho.

Fonte: Valor Econômico

Colômbia veta exploração de petróleo no mar do Caribe


O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse que o país não permitirá a exploração de petróleo e gás nos arredores do arquipélago de San Andres e Providencia, no mar do Caribe.

Santos explicou que sua decisão tem base na reserva de biosfera da região, bem como no patrimônio cultural e social local. O presidente colombiano disse que as empresas de exploração foram avisadas para que procurem outro lugar para exploração.

"Quero dar a notícia e segurança a todos os habitantes de San Andrés de Providencia que não vai haver exploração", afirmou o presidente, no sábado (1º). As informações são do Archipielago Press, publicação semanal de San Andrés, Providencia y Santa Catalina.

Fonte: Revista Tn Petróleo

GTM traz para o Brasil plataformas aéreas Runshare


A GTM Máquinas e Equipamentos está agregando ao seu portfólio de produtos e serviços a distribuição de plataformas aéreas da chinesa Hunan Runshare Heavy Industry, que dispõe de uma linha composta por modelos articulados e telescópicos com alcance de 14 a 42 metros. As plataformas são indicadas para operações em galpões industriais, petroquímicas, empresas de demolição, armazéns gerais, manutenções elétricas não energizadas, entre outras.

Das dez primeiras unidades articuladas que chegam ao mercado brasileiro, seis já foram comercializadas, antes mesmo de sair do Porto de Vitória, informa Ledio Vidotti, diretor da empresa. “Elas têm alcance de plataforma de 16 m e 20 m” acrescenta Deivid Garcia, superintendente comercial. As companhias mineiras TGC Empreendimentos e Conenge Manutenção e Montagem Industrial foram responsáveis pelas primeiras aquisições.

“Em uma primeira experiência com esse tipo de equipamento, vamos testá-lo para substituir os andaimes, hoje muito caros em termos de mão de obra e locação”, informa Lindoldo Viana, gerente administrativo financeiro da Conenge, cuja expertise está voltada para as áreas siderúrgica, papel e celulose, gases, mineração, etc.

A TGC, por sua vez, comprou cinco equipamentos. “Também é nossa primeira experiência com este tipo de equipamentos, que serão usados na manutenção interna na unidade da Usiminas de Ipatinga”, informa Emerson Coelho Grossi, gerente comercial da companhia.


Características diferenciadas

As plataformas aéreas Runshare chegam com atributos técnicos que combinam confiabilidade e praticidade. Destaque para o módulo de controle Cam-Bus e um conjunto de válvulas eletro-hidráulicas que permite uma operação sem trancos. No quesito segurança, elas dispõem do sistema LMI que indica se o equipamento está trabalhando dentro dos limites de peso e tombamento determinados.

Os modelos também são equipados com sistema automático - que facilita a distribuição do peso no eixo -, bem como sistema de proteção de mangueiras para evitar danos e rupturas nos cabos, causados pelos movimentos (flexões). Somam-se ainda, dispositivos, alarmes sonoros e luz indicadora de sobrecarga.

Fabricados de acordo com as normas DIN e dotados de sistema de gerenciamento de controle de qualidade, os modelos também são equipados como componentes de empresas reconhecidas mundialmente, como Cummins, Sauer Danfoss, Parker, Manuli, entre outros.

Fonte: Revista Tn Petróleo