quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Relator do projeto dos royalties reduz para 40% participação especial da União


O relator do projeto que trata da distribuição dos royalties do pré-sal, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), reduziu ainda mais a participação especial a que a União tem direito, passando de 46% para 40%. Hoje, esse percentual é 50% e o governo já havia aceitado reduzir em 4 pontos percentuais.

“Houve ajuste nos valores da União. O Congresso Nacional concorda com esse ajuste”, disse Vital do Rêgo, depois de reunião com os parlamentares que fazem parte da comissão especial criada para definir o texto do projeto.

O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), representante dos estados produtores de petróleo, disse que o problema “estará resolvido”, caso o governo aceite a proposta de reduzir para 40% o percentual da participação especial do governo. Segundo ele, essa medida permite equacionar a conta para chegar aos R$ 8,5 bilhões reivindicados pelos estados não produtores.

Na segunda-feira (17), Vital do Rego deverá receber as últimas sugestões ao projeto antes da apresentação final do texto. O senador disse que conseguiu distribuir percentualmente as partes correspondentes aos estados produtores e não produtores e à União. O problema agora, assinalou, é quanto à evolução da receita.

“Serão R$ 12 bilhões para estados e municípios produtores, R$ 8,5 bilhões para estados e municípios não produtores e R$ 8 bilhões para a União”, disse Vital do Rego. “A evolução da receita é que está trazendo o principal núcleo da discórdia.”

Constará no relatório os royalties e a participação especial relativa às áreas não licitadas e às áreas já licitadas. Esse ponto causa divergência entre parlamentares de estados produtores de petróleo. “Não aceitamos discutir o que já foi licitado. Semana que vem vamos apresentar uma proposta nesse sentido”, disse o deputado Alessandro Molon (PT-RJ).

A votação do projeto está inicialmente marcada para quarta-feira (19) no Senado. Se for aprovado, o texto seguirá para a Câmara.
Fonte: Agência Brasil 

Unica: moagem é 7% menor do que na safra passada

Foram moídas, até 1º de outubro, 411,99 milhões de toneladas de cana-de-açúcar nas usinas do Centro-Sul do país. Segundo o balanço divulgado hoje (11) pela União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), a quantidade é 7,39% menor do que no mesmo período da safra passada.

Só na segunda quinzena de setembro, foram processadas 36,67 milhões de toneladas da matéria-prima. Isso é 34,69% a mais do que na mesma quinzena da safra passada.

Do total da safra moída até o início de outubro, 51,51% destinaram-se à produção de etanol e os 48,49% à produção de açúcar. Com isso, desde o começo da safra, foram produzidas 25,98 milhões de toneladas de açúcar, uma redução de 4,19% na comparação com 2010.

Já a produção de etanol caiu mais: 16,37%. Até outubro, foram produzidos 16,9 bilhões de litros do produto, seja ele anidro (usado como mistura da gasolina) ou hidratado (usado como combustível). Na safra passada, até este período, haviam sido produzidos 20,3 bilhões de litros.

Em comunicado da Unica, o diretor técnico da entidade, Antonio de Padua Rodrigues, informou que “o cenário [da safra] está dentro do esperado”. Segundo ele, também “é natural que haja uma desaceleração no ritmo de moagem nas próximas quinzenas”.

De acordo com a Unica, cerca de 20 usinas do Centro-Sul já encerram sua colheita. A maior parte delas fica em regiões tradicionais de São Paulo, onde houve uma quebra de safra significativa.
Fonte: Revista Tn Petróleo
Olá pessoal,
Como Tecnólogo de Petróleo e Gás, ex-Técnico Agricola, posso dizer que a solução para o problema encontrasse em nossos subssolos. Trata-se do Gás Natural, se ao invés de produzirmos carros Flex, movidos a Gasolina e Álcool, não usei Etanol pois o termo foi usado para que o Álcool fosse aceito lá fora, e produzissemos carros movidos a GNV e Gasolina, teríamos mais empregos, não teríamos problemas de safras menores, período de estiagem, pragas na lavoura, custo com transporte, greve de caminhoneiros e nem a ameaça do Açucar. Eu acredito que o problema de não se fabricar carros movidos a GNV/Gasolina se dá pelo fato de Lobby político, há muito dinheiro envolvido e no Brasil, o cidadão entra na política para resolver seus problemas e não o do povo. Se houvesse seriedade no Brasil não teríamos essa vergonha, antigamente, isso a pouco menos de 5 anos o preço do alcool era menor que a metade do preço da gasolina, hoje é até mais caro em certos lugares. o GNV é até mais limpo que o Álcool, quem conhece o processo de transformação do suco da cana em álcool ou açucar sabe do que falo, os resíduos que são produzidos, a química que é utilizada, o adubo uitilizado no solo que contaminam os lençois freáticos, a queima da cana em alguns estados é um problema sério, milhões de toneldas de de CO2, trabalho escravo, etc... Na Europa, os governantes estão preocupados com o meio ambiente e aqui os nossos representantes estão preocupados com o bolso, assim não chegaremos a lugar algum.

Edmilson Aguiar - Tecnólogo de Petróleo e Gás.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Demanda por petróleo tende a ser conduzida por emergentes

LONDRES - Se os países ricos entrarem numa recessão profunda, os emergentes serão afetados, admitiu o presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli, após participar do evento "Oil & Money", promovido nesta terça-feira, 11, pela Energy Intelligence e o International Herald Tribune. "Não poderemos ficar isolados", disse o executivo.
Entretanto, ele avalia que está havendo um descolamento cada vez maior entre o mundo desenvolvido e em desenvolvimento, no que se refere ao comportamento do mercado de petróleo. Hoje, o crescimento da demanda é conduzido pelos emergentes, tendência que deve prevalecer pelos próximos anos.
As nações em desenvolvimento atualmente podem contar com a força de seus mercados domésticos e, além disso, vêm diversificando suas exportações. "Os elos com os países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) estão ficando menos conectados", disse. "Temos uma grande mudança no perfil do consumo de petróleo."
Gabrielli afirmou que a recente desaceleração dos investimentos da estatal ocorreu em razão do atraso de entrega de equipamentos importados, e não como reflexo de incertezas internas. Como o mundo enfrenta uma crise financeira, os demais países estão sendo afetados. "Mas, mesmo assim, realizamos um investimento muito grande."
O diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, disse que os projetos da Petrobras são de longo prazo, para "além da crise". Segundo ele, a crise acaba não sendo ruim para uma empresa que está comprando e investindo muito, porque reduz a pressão de custos.
Captação
O diretor financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, afirmou, durante o evento, que a empresa não tem necessidade de captações neste momento. "Não precisamos de ir ao mercado agora, temos liquidez". Ainda assim, ele afirmou que está observando as condições - o mercado de dólar segue aberto, mas o de euro, não.
"Se tiver boa janela, poderemos inaugurar operação em euro. Olhamos para todas as oportunidades de moedas", disse. Segundo Barbassa, hoje o crédito corporativo se apresenta como alternativa aos investidores, fortemente preocupados com a situação da dívida soberana externa.
Desinvestimentos
Gabrielli ainda afirmou que a refinaria Nansei Sekiyu, em Okinawa (Japão), poderá estar entre os ativos que serão vendidos pela companhia. "Mas a decisão ainda não foi tomada", disse o executivo.
A Petrobrás anunciou neste ano a estratégia de fazer desinvestimentos no valor total de US$ 13 bilhões. Gabrielli reforçou que a maior parte estará fora do País e que o pré-sal não faz parte da lista. O executivo acredita que a estatal não terá dificuldades para encontrar compradores, mesmo em meio à crise financeira internacional. "A crise não é de liquidez. Há grande montante de recursos à disposição. O que temos são compradores seletivos para os melhores projetos", disse.
Gabrielli reiterou que o plano contempla a possibilidade de três tipos de operações: redução da parte que a Petrobras financia em empreendimentos, venda efetiva de participação em empresas e o farm-out (venda de participação em blocos sob sua concessão).
Durante o evento "Oil & Money", foi perguntado aos participantes se eles esperavam nova recessão nos países da OCDE. Dos presentes, 77% responderam que sim.

Fonte: Daniela Milanese, correspondente da Agência Estado

Comunidades do Amazonas recebem luz elétrica por meio de cabos subaquáticos

As obras de eletrificação rural que vão levar energia a 384 domicílios rurais da comunidade Costa do Amatari, no município de Itacoatiara (AM), foram inauguradas no sábado (8). As obras, que devem beneficiar 1,9 mil pessoas, foram realizadas pela Eletrobras Amazonas Energia, executor do Programa Luz para Todos no estado, com investimento de R$ 3,5 milhões.

Para levar energia até a comunidade, formada por três ilhas, e onde só é possível chegar pelo Rio Amazonas, foram utilizados 2,2 quilômetros de cabos subaquáticos. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a implantação da nova tecnologia evitou a construção de uma usina termelétrica a diesel na Ilha Januário.

O sistema de cabos subaquáticos também já foi usado para levar eletricidade a 21 comunidades em diversos municípios do Amazonas, totalizando 23,7 mil metros de cabos, que beneficiaram 3,5 mil domicílios e cerca de 17,3 mil pessoas no estado.

Até agosto de 2011, o Luz para Todos já atendeu 14,1 milhões de moradores de áreas rurais em todo o país. No Amazonas, os investimentos contratados somam R$ 515,2 milhões, sendo que R$ 412,4 são recursos do governo federal.
 
Fonte: Revista Tn Petróleo

Edição 2012 do Congresso SAE Brasil terá novo presidente

A próxima edição do Congresso SAE Brasil, que acontece em 2012, terá como presidente o gerente geral de Pesquisa e Desenvolvimento em Abastecimento e Biocombustíveis do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), Alípio Ferreira Pinto Jr. O anúncio foi feito no último dia 6 de outubro, por Pedro Manuchakian - que presidiu o evento este ano -, durante a cerimônia de encerramento da edição 2011 do Congresso, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Em 2012, o Congresso será realizado de 2 a 4 de outubro, no mesmo local, e terá o tema: “A Engenharia da Mobilidade em mercados competitivos: soluções por meio de inovações tecnológicas".

Richard Kleine, vice-presidente de Qualidade e Negócios da Cummins Inc. e presidente da SAE International, e um dos painelistas que esteve pela primeira vez no congresso brasileiro se disse impressionado com o alto nível das apresentações, dos debates e das tecnologias exibidas na Exposição Tecnológica. Em sua apresentação - única do painel de debate - Kleine discorreu sobre a importância de se observar os valores definidos pelo consumidor em cada mercado e os novos desafios de redução de emissões, sistemas alternativos de propulsão, baixo consumo energético, sustentabilidade e reciclabilidade.


Balanço

Com público recorde de 12.240 visitantes, o congresso debateu, entre 4 a 6 de outubro, o tema ‘Inovação, Meio Ambiente e Eficiência: O Papel da Engenharia Brasileira da Mobilidade’ em 20 painéis temáticos com especialistas nacionais e estrangeiros ligados às áreas aeroespacial, caminhões e ônibus, duas rodas, educação de engenharia, ferroviária, internacional, manufatura, máquinas agrícolas e de construção, motorsport, segurança veicular, sustentabilidade, telemática e infotainment, tecnologia da informação e veículos leves.

Muitos desenvolvimentos foram apresentados em 142 estandes, de 83 empresas da Exposição Tecnológica do Congresso, que ocupou mais de 12 mil m² do Expo Center Norte. Foram 11 montadoras, os principais sistemistas e outras empresas do setor da mobilidade.


Fonte: Revista Tn Petróleo

Presidente da Petrobras recebe prêmio de Executivo de Petróleo 2011

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Em cerimônia de gala, o presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli de Azevedo, recebeu ontem (10) o prêmio de Executivo de Petróleo do Ano de 2011 pela Energy Intelligence - provedor independente de informações e análises para o setor de energia mundial há mais de 60 anos. O evento aconteceu durante a 32ª conferência anual Oil&Money.

Em seu discurso, Gabrielli agradeceu a indicação, feita pelos líderes das cem maiores companhias de petróleo do mundo. “Eu devo destacar que esse prêmio representa o resultado de um longo e aplicado trabalho, que vem sendo feito de forma bem sucedida por um grande número de competentes, aplicados e corajosos trabalhadores”, declarou.

Segundo os empresários consultados, o presidente da Petrobras foi o executivo que deu as maiores contribuições à indústria internacional de petróleo, nos setores público e privado em 2010.

A Energy Intelligenceressaltou que sob a gestão do presidente Gabrielli, a Petrobras realizou as descobertas que devem mais que dobrar as reservas e a produção da empresa, além de ter se posicionado como líder em tecnologia para exploração e produção em águas profundas.

Para José Sergio Gabrielli, três grandes realizações marcaram o êxito da gestão da Petrobras neste último ano: o início da operação do Sistema Piloto de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos; a captação de R$ 120,2 bilhões pela maior oferta pública de ações já realizada no mundo; e a assinatura do Contrato de Cessão Onerosa, que garantiu à companhia o direito de produzir cinco bilhões de barris de petróleo em áreas não licitadas do pré-sal. “O pré-sal já é uma realidade e nossa experiência mostra que a produtividade destes poços ultrapassa amplamente a das áreas do pós-sal”, afirmou.
Fonte: Agência Petrobras
Data: 11/10/2011 09:28
 

domingo, 9 de outubro de 2011

Arrecadação de royalties da mineração já é recorde em 2011

A arrecadação dos royalties da mineração, a chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), já bateu o recorde de 2010. De acordo com dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), ao fim do mês passado os pagamentos do CFEM superavam em cerca de R$ 292,4 mil o volume total arrecadado no ano passado, que foi de R$ 1,083 bilhão.  Esse crescimento da arrecadação dos royalties da mineração reflete o aumento da produção mineral no país.

Somando ainda os primeiros dias de outubro, até ontem, a arrecadação chegou a R$ 1,084 bilhão, de acordo com dados do DNPM. Em 2011, até agora, o mês com maior arrecadação foi setembro, com R$ 143,1 milhões o que representa um crescimento de 17,2% na comparação com a arrecadação de igual mês do ano passado.

Enquanto o novo marco da mineração não é aprovado, o CFEM em vigor é calculado sobre o valor do faturamento líquido do produto mineral. No caso do minério de ferro, a alíquota aplicada hoje é de 2%.

Entre as mudanças que virão com o marco regulatório, que é esperado para ir a votação no Congresso Nacional ainda neste ano, está previsto dobrar a alíquota cobrada. No caso do minério de ferro, por exemplo, a alíquota passaria a 4% do faturamento bruto.
Fonte: Revista Tn Petróleo