segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Projeto tem meta ousada de produzir 125 milhões de litros de B20
Petrobras comunica indícios de hidrocarbonetos em Santos
A Petrobras notificou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a existência de indícios de petróleo no bloco S-M-623, na Bacia de Santos. Segundo o site da agência reguladora, o óleo foi encontrado durante a perfuração do poço 1BRSA1063SPS, em lâmina d’água de 1.871 metros.
A notificação, feita na sexta-feira (22), indicou apenas a presença de hidrocarbonetos no poço. Ainda não é possível afirmar se o volume descoberto é comercial.
A concessão de exploração do bloco S-M-623 foi arrematada pela Petrobras, em parceria com a BG e a Repsol, na sétima rodada de licitações da ANP, em 2005.
Fonte: Revista Tn Petróleo
Japão planeja construir 'superplataforma flutuante' no litoral brasileiro
O governo do Japão e um consórcio de empresas japonesas planejam construir uma grande estrutura flutuante no litoral do Brasil para abrigar cerca de 200 trabalhadores de plataformas de petróleo e de gás próximas, confirmou nesta quarta-feira (20) à Agência Efe o Ministério de Transporte e Construção japonês.
O Executivo e o grupo de empresas, que inclui armadores e fabricantes de maquinaria pesada, proporão o projeto a uma companhia estatal brasileira com a intenção de conseguir fechar um contrato para final de 2014 e começar a levantar a estrutura a partir de 2016. Segundo informou à Agência Efe um porta-voz do departamento japonês de Construção, a plataforma ficaria a cerca de 200 quilômetros do litoral, ao sul do país. O investimento total seria de cerca de 10 trilhões de ienes (cerca de R$ 209 bilhões) e o governo concederia cerca de 1,45 bilhões de ienes (R$ 30,37 milhões) em subsídios ao longo de três anos às empresas participantes.
O consórcio, batizado J-DeEP, foi consolidado na segunda-feira (18) passada e é composto por empresas como Mitsubishi Heavy Industries, Kawasaki Heavy Industries, Mitsui Engineering & Shipbuilding, IHI e a barqueira NYK Line, segundo detalhou hoje o jornal "Yomiuri". Os empresários japoneses começaram a investigar em 1995 o desenvolvimento das chamadas "superplataformas flutuantes", setor que pode significar uma alternativa de negócio perante a queda global na demanda para a fabricação de embarcações.
Projeto pioneiro
Entre as "superplataformas flutuantes" que foram construídas no Japão, destacam-se a estação de armazenamento de petróleo de Shirashima, no norte da ilha de Kyushu, e a situada em frente à costa da cidade de Shizuoka para praticar a pesca de profundidade.
Esta última armazenou, temporariamente, a água radioativa utilizada para esfriar os reatores da usina nuclear de Fuskushima. Se o projeto for adiante, a do Brasil seria a primeira "superplataforma" habitável. A estrutura, de cerca de 315 por 80 metros, ficaria ancorada e flutuaria entre a costa e várias plataformas petrolíferas.
A ideia é que funcione como um centro logístico que potencialize a eficiência de várias explorações de petróleo simultâneas, que devem começar a operar em breve no litoral do Brasil para extrair recursos de jazidas descobertas nos últimos anos. A "superplataforma" teria instalações de geração elétrica, escritórios e alojamento para 200 pessoas - a maioria, trabalhadores das plataformas que seriam levados ao local de helicóptero.
Fonte: http://www.engenhariapetroleogas.blogspot.com.br/2013/02/japao-planeja-construir-superplataforma.html
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Chevron e Transocean são liberadas de acusações
A Justiça brasileira retirou nesta quinta-feira (21) as acusações sobre Chevron e Transocean referentes ao vazamento de petróleo ocorrido no campo de Frade, na bacia de Campos, em 2011. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa de ambas as companhias.
“Estamos aliviados com essa decisão do tribunal”, disse a americana Chevron, em nota. “Mas nos comprometemos a colaborar para que qualquer problema adicional seja resolvido”, acrescentou. “Nossa equipe fez tudo o que estava a seu alcance, agindo de maneira responsável, apropriada e rápida”, completou a Transocean, que operava as sondas de exploração no local.
A decisão da Justiça encerra ao menos uma das partes na batalha legal envolvendo o acidente em Frade. As duas companhias chegaram a ser proibidas de continuar atuando no projeto, uma paralisação que foi de março a dezembro do ano passado. O impedimento afetou o resultado do quarto trimestre da Chevron.
A resolução também ajuda a Petrobras, que controla 30% do empreendimento - 51,7% são da Chevron Brasil, que opera o campo. Em setembro, a estatal entrou com recurso na Justiça pedindo a liberação das atividades das duas empresas. Em 2011, a produção média do projeto foi de 70 mil barris de óleo equivalente por dia, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) à época.
Fonte: Valor Online
ANP faz inspeção de segurança em dutos
Sem alarde, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) começou a inspecionar os oleodutos e gasodutos que cruzam o país. O objetivo é verificar se as empresas proprietárias dos dutos por onde passam derivados, petróleo e gás cumpriram requisitos estipulados há dois anos pelo governo na tentativa de dar segurança às operações.
Dentro da agência, há ceticismo quanto à obediência às normas do Regulamento Técnico de Dutos Terrestres para Movimentação de Petróleo, Derivados e Gás Natural (RTDT), implantado em fevereiro de 2011.
A ANP quer identificar as empresas que ou ignoraram a regulamentação ou limitaram-se a adotar procedimentos que, no âmbito da agência, têm sido definidos como "maquiagem".
As multas para cada tipo de inobservância encontrada podem variar de R$ 1 milhão a R$ 5 milhões. Os dutos mais vulneráveis à ação de ladrões de combustíveis são os primeiros a passar pelo crivo dos profissionais da agência reguladora. Como o "Estadão" mostrou na edição de 27 de janeiro passado, quadrilhas têm furtado combustíveis diretamente dos dutos.
Ao anunciar o RTDT, a ANP avisou às companhias operadoras de dutos terrestres que o prazo para adequação às normas seria de dois anos, período recém-expirado. As vistorias vão ocorrer durante todo o ano.
O Brasil tem 15 mil quilômetros de dutos em áreas chamadas de "altas consequências", como favelas, aglomerados urbanos variados e cruzamentos subterrâneos ou aéreos de estradas e rios.
Essa proximidade ocorre, por exemplo, em Alphaville, região de condomínios de alto padrão em Barueri (SP), por onde passam dutos de derivados e de óleo combustível. Ocorre também em Mauá (SP), onde um duto de eteno é vizinho de uma estação ferroviária.
Levantamento da ANP indica que 95% dos dutos terrestres brasileiros são da Petrobras, a maioria deles operados pela subsidiária Transpetro. Outras companhias vinculadas de alguma forma ao segmento do petróleo são donas de dutos, como Braskem, Odebrecht, Ultrafertil e as distribuidoras de gás.
Uma das prioridades da ANP na fiscalização é verificar a adoção de mecanismos de segurança nos dutos, como forma de evitar vazamentos e furtos. O RTDT determina que "o transportador deve selecionar e implementar um processo de monitoramento de vazamentos do duto, compatível com o nível de complexidade operacional e o produto transportado". Cada duto deveria ter um mecanismo capaz de detectar vazamentos com rapidez.
A ANP informou que as empresas já encaminharam os documentos para análise exigidos pela nova regulamentação. "Há dutos terrestres de escoamento de produção, além dos oleodutos e gasodutos", diz nota da agência.
Fonte: Revista Tn Petróleo
Petrobras confirma vazamento na Bacia de Campos
A Petrobras confirma que houve um vazamento de óleo próximo à Plataforma de Pampo, na Bacia de Campos, a 113 Km da costa do Rio de Janeiro. De acordo com a petroleira, a produção foi suspensa para verificação e retomada nesta segunda-feira (18). O Sindicato dos Petroleiros do Norte-Fluminense (Sindipetro-NF) havia denunciado o vazamento no domingo (17).
O derramamento foi identificado por petroleiros que estavam na plataforma no último sábado (16) e foi confirmado ao sindicato pela Gerência de Segurança e Meio Ambiente e Saúde da Petrobras. O Sindipetro-NF diz que a estatal classificou o vazamento como de "pequena proporções", estimado em 30 litros no sábado e outros 10 litros no domingo, mas determinou uma parada para avaliar a abrangência da mancha de óleo ontem.
Todo vazamento em plataformas, quando considerado relevante, deve ser notificado para órgãos de controle ambiental. As empresas têm 30 dias para apresentar um relato completo, porém, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informa que não recebeu a notificação da área técnica no Rio.
Leia a nota da petroleira:
"A Petrobras informa que foi detectada mancha de óleo próxima à Plataforma de Pampo, na Bacia de Campos, a 113 Km da costa do Rio de Janeiro, cujo volume estimado de óleo foi de 30 litros no sábado, dia 16 de fevereiro e de outros 10 litros no domingo, dia 17.
Conforme padrão operacional para esse tipo de ocorrência, a Petrobras deslocou embarcações especializadas em combate à poluição e em inspeção submarina, além de aeronaves para sobrevoar o local. Acionou, também, o Plano de Emergência Individual de Pampo e o Plano de Emergência para vazamento de óleo da Bacia de Campos. Como medida de precaução, a companhia interrompeu temporariamente a produção da Plataforma de Pampo. A mancha de óleo foi dispersada mecanicamente pelas embarcações especializadas, sem a necessidade de qualquer outro método de combate à poluição.
Hoje, dia 18, não foi observada mais nenhuma mancha de óleo no mar e a produção da Plataforma de Pampo foi restabelecida. A causa do vazamento está sendo analisada e as autoridades competentes foram comunicadas."
Fonte: Revista Tn Petróleo
Manobra de Fundear
A âncora não é apenas usada para fundearmos a procura de um descanso, pesqueiro e uns banhos, mas também numa emergência o que obriga a que esteja sempre em boas condições e disponível.
Á seguir os passos básicos necessários para fundear em segurança que deverão estar sempre na mente de cada um no momento da manobra. Só com a prática aperfeiçoamos a técnica que um dia poderá nos salvar.
1º estudar o local – Devemos conhecer ou pela prática ou por uma carta náutica o local onde pretendemos fundear, ou seja, o tipo de fundo, altura das ondas, condições atmosféricas e do mar, a previsão da maré e se existem outras embarcações já fundeadas. Convém ter sempre uma alternativa no caso da manobra falhar ou não resultar. Deve escolher fundos de areia ou lodo e não muito altos.
2º preparar o ferro (âncora) – Um tripulante à proa com o ferro preparado para largar. Amarra sem “cocas” e convés limpo de modo que não haja impedimentos à saída. Talvez seja necessário acrescentar a bóia de arinque (marcação).
3º arriar o ferro - À ordem do comandante, quando o barco começar a andar à ré, deve descer (não atirar!) o ferro até tocar no fundo. Soltar devagar a amarra de maneira a facilitar, com o peso que o barco exerce o unhar no fundo.
Normalmente larga-se três a cinco vezes de amarra em altura do fundo em condições normais, de cinco a sete vezes de amarra se houver previsão de “tempo” rijo (tempo ruim).
4º verificar a posição – Depois de amarrar o cabo num cunho é altura de verificar através de pontos de referência fixos na costa se o barco não descai. Não se esqueça de prever a eventual rotação se o vento ou maré virar.
No caso de fundear num rio é natural que seja a corrente o elemento predominante, e neste caso se esta estiver sujeita a mudanças de sentido, deve-se fundear com duas âncoras. (veja a figura acima)
Lançando uma à proa e outra à popa de modo a que seja feita tracção apenas numa delas, consoante a corrente, para evitar a rotação da âncora.
Cada embarcação deverá usar o ferro apropriado e com as características indicadas para o tipo de casco e qualidade de fundo onde irá fundear. Uma escolha errada poderá pôr em risco o barco e a própria tripulação. A âncora deverá estar ligada a uma corrente (ou cabo com chumbo), a amarra, de comprimento nunca inferior ao da embarcação, e aquela a um cabo próprio com comprimento suficiente para os fundos onde normalmente se pensa ir fundear.
De preferência deve-se usar apenas corrente mas o seu peso e preço faz com que se junte corrente com cabo.
O cabo também facilita o corte no desembaraço da âncora quando esta fica presa e irremediavelmente perdida. O comprimento total deverá obedecer basicamente à seguinte regra:
Em águas calmas de três a cinco vezes a altura da maré (na praia mar!) com tempo rijo de cinco a sete vezes a altura da maré.
Um comprimento total de cinquenta metros parece ser o mínimo razoável.
Um segundo ferro, outro tanto de corrente, e cabo pronto a ser ligado ao primário não são demais. Não será com certeza o primeiro a ter de cortar a amarra por a âncora ter ficado presa e ser impossível a sua recuperação.
É aqui que entra o cabo de arinque que é preso à cruz, ou olhal próprio, e permite na maioria das vezes desengatarmos a âncora, sobretudo, em fundos desconhecidos. Na outra extremidade deste cabo prender-se-á uma bóia que assinala a sua presença.
Para veleiros a corrente do segundo ferro tem outra utilidade. Em caso de previsão de relâmpagos deve-se prender à base do mastro, quando metálico, ou aos brandais, de modo a fazer uma ligação a terra e afastar a hipótese de acidentes com as descargas elétricas. Para quem já viu e “ouviu” um relâmpago a cair próximo de um veleiro, acreditem que é remédio santo!
As tabelas de diversas âncoras mais comuns aqui apresentadas servem apenas como referência e os valores descritos assumem condições normais de mar e vento. Deve aconselhar-se quanto às características da âncora e amarra junto do vendedor.
Fonte: http://www.ancruzeiros.pt/ancancor.htmlCopyright © A.N.C.- Associação Nacional de Cruzeiros
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