segunda-feira, 29 de abril de 2013
HRT quer termoelétrica na Bacia do Solimões
Participação feminina na Petrobras cresce 119%
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Itaipu e Embrapa investirão em tecnologias para biogás e biofertilizantes
A partir desta semana, uma parceria firmada entre a Itaipu Binacional e a Embrapa promoverá o desenvolvimento de pesquisas e ações que aumentarão a importância do biogás como fonte alternativa de energia e renda para agricultores brasileiros - elevando-o ao mesmo patamar do etanol.
O convênio foi assinado pelo presidente da Embrapa, Maurício Lopes, e pelo diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, durante a cerimônia dos 40 anos da Embrapa, na quarta-feira (24), em Brasília. “É um sonho para a Itaipu colaborar com essa iniciativa, que vai ajudar o agricultor e todo o país a reduzir a emissão de gases”, disse Jorge Samek.
O evento teve a presença da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffman, representante da presidente Dilma Rousseff na solenidade, do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade; o ministro da Ciência Tecnologia, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp; o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas.
Com o nome Rede Biogásfert, a parceria que inclui ainda os biofertilizantes prevê várias linhas de pesquisa para desenvolvimento de gasodutos, biodigestores, filtragem, hidrogênio e aplicação de energias térmica, elétrica e automobilística, entre outras. O projeto “Tecnologias para a produção e uso de biogás e fertilizantes a partir do tratamento de dejetos de animais no âmbito do Plano ABC [Programa Agricultura de Baixo Carbono]” prevê investimentos da ordem de R$ 7,5 milhões. Metade do valor será repassado pela Itaipu e os 50% restantes pela Embrapa.
A Rede envolverá 14 unidades descentralizadas da Embrapa - Suínos e Aves, Arroz e Feijão, Solos, Agroenergia, Gado de leite, Agrobiologia, Pecuária Sudeste, Instrumentação Agropecuária, Agrossilvipastoril, Florestas, Milho e Sorgo, Agropecuária Oeste e Secretaria de Relações Internacionais.
Em Itaipu, as pesquisas terão a infraestrutura do Parque Tecnológico Itaipu e do Centro Internacional de Energias Renováveis - Biogás (CIBiogás-ER). A coordenação é da Assessoria de Energias Renováveis de Itaipu. “Com esse projeto, a Embrapa entende o biogás como um produto energético da relevância do etanol, e não apenas como um subproduto”, afirmou Cícero Bley Júnior, assessor de Energias Renováveis de Itaipu. “E também estabelecemos um contato definitivo com os setores de energia”.
Fonte: Revista TN Petróleo
Petróleo e petroquímica são mais de 60% do PIB da Bahia
A Petrobras vê com bons olhos a retomada da produção baiana, uma vez que o petróleo local tem alto valor agregado, sendo excelente para o refino.
Outro mercado que deve voltar a ganhar fôlego é a produção de gás. Isso porque a redução da atividade industrial, no último ano, provocou a queda do setor, uma vez que não existe um sistema de estocagem.
Com a previsão de chegada de quase 550 empresas na Bahia, a tendência é que a demanda volte a subir, exigindo carga máxima de produção. “Hoje produzimos mais do que o consumo”, destaca Paulo Roberto Guimarães, superintendente de Desenvolvimento Econômico da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia.
Se o desenvolvimento do parque industrial beneficiará o setor de petróleo e gás, uma nova licitação pode auxiliar ainda mais a produção. Em outubro, o governo realiza o primeiro leilão específico para exploração de gás e óleo não convencional.
O mesmo que fez os Estados Unidos se tornarem independentes do gás estrangeiro. “Estamos na expectativa pelo leilão do fim do ano, que deve liberar reservas que prometem uma grande produção de gás não convencional, uma fonte de energia e de matéria-prima promissora”, salientou Guimarães.
Simultaneamente, o setor receberá no fim do ano o estaleiro da Enseada do Paraguaçu, que já tem US$ 6 bilhões de encomendas e tem atraído uma série de empresas para o seu entorno. Já estão sendo desenvolvidos dois distritos industriais na região.
O espaço, além de trabalhar para a indústria petrolífera baiana, também poderá atender demandas nacionais. O estaleiro deve receber máquinas de exploração do pré-sal para manutenção. Hoje, o petróleo e a petroquímica representam dois terço do PIB da Bahia.
Além da recuperação do setor de petróleo e gás, a Bahia tem procurado atrair uma série de empresas de outros ramos. O secretário James Correia chegou no seminário logo após participar de um evento do setor automobilístico em São Paulo. “Vamos sair da produção de 250 mil veículos para 600 mil veículos até 2015. A indústria automobilística deve representar 12% a 14% do PIB baiano”, comentou.
Com um misto de rivalidade regional e também político, o secretário fez questão de comparar o desempenho da Bahia com Pernambuco. “Saem da Bahia 24 milhões de toneladas de carga, que é o dobro de Pernambuco. Em 2015, devemos liberar 110 milhões de toneladas”, enfatizou.
Para acompanhar este crescimento da economia, o governo promete melhorar a infraestrutura regional. Ampliação das rodovias, melhoria das ferrovias por meio do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), ampliação e modernização dos portos e aeroportos também estão em pauta.
Além disso, uma melhoria na mobilidade de cargas dentro de Salvador, com a criação da Via Expressa e da ponte que liga a capital a Itaparica. “Vamos investir cerca de US$ 10 bilhões em infraestrutura”, afirmou Guimarães.
Fonte: Revista Tn Petróleo
BP faz descoberta de petróleo em águas profundas da Bacia de Campos
A petroleira britânica BP reportou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a descoberta de petróleo em águas profundas da Bacia de Campos. O hidrocarboneto foi encontrado durante a primeira perfuração da companhia no bloco C-M-471, que faz parte da concessão do BM-C-34. O poço pioneiro é o 1-BP-8D-RJS, em lâmina d’água de 2.416,5 metros.
Há cerca de um mês, a petroleira havia anunciado a possibilidade de comercialidade da descoberta feita no poço Itaipu-1A, no pré-sal da Bacia de Campos. O fluxo de óleo chegou a 5,6 mil barris/dia de petróleo.
Em comunicado divulgado na época, a BP informou que os resultados dos testes geraram dados de boa conectividade entre as reservas. O Itaipu-1A fica no bloco BM-C-32, operado pela companhia britânica (40%). A Anadarko possui outros 33% e a Maersk, 26,7%.
A Petrobras também comunicou à ANP nova descoberta de petróleo no campo de Albacora, na Bacia de Campos. O hidrocarboneto foi encontrado durante a perfuração do poço 3-BRSA-1123-RJS, em lâmina d’água de 542 metros.
Fonte: Valor Online
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Rosneft avalia que HRT vive momento crítico
Um ano e meio depois investir US$ 1 bilhão no país para adquirir 45% da HRT O&G, petrolífera nacional que explora concessões na Amazônia, a companhia russa TNK-BP, adquirida pela Rosneft, se depara com um momento importante no Brasil. Até julho serão conhecidos os projetos que a HRT e a Petrobras, que já produz óleo e gás na região, estudam em conjunto para viabilizar as reservas de gás natural que tem na bacia do Solimões. Elas estão perto do campo de Juruá, da estatal, a 50 km de Urucu, onde começa o gasoduto da estatal até Manaus.
Não por acaso, o vice-presidente sênior de exploração da TNK-BP, Chris Einchcomb, diz que o momento é crítico para o projeto amazônico da companhia. Não só para mostrar resultados para a Rosneft, que ainda precisa se familiarizar com a operação no Brasil, como também porque avalia que é o momento de definir investimentos.
Os estudos em curso vão mostrar o porte dos projetos que poderão ser levados adiante e, também, se a HRT e a Petrobras serão parceiras ou não, explicou Einchcomb, um britânico que vem com regularidade ao Brasil mas tem sua base em Moscou. Até o momento, a HRT descobriu reservas certificadas de 1 trilhão de pés cúbicos (TCFs) de gás na Amazônia mas o executivo diz que há potencial para mais descobertas que poderão justificar investimentos para suprir energia para o sistema interligado nacional (SIN).
Estão em análise diversas possibilidades de monetização desse gás, entre elas o uso em mini-plantas de geração elétrica, o insumo para produção de diesel ("gas to liquid") e ainda a transformação em gás natural liquefeito (GNL), o qual pode ser transportado até os centros de consumo por meio de rios.
"É um momento crítico para o projeto por várias razões. Encontramos gás de qualidades, os poços são produtivos e têm fluxos elevados. Acredito que existem soluções tecnológicas disponíveis e precisamos esperar", disse Eichmcomb.
Os estudos vão mostrar as sinergias com a infraestrutura da Petrobras e só então as duas empresas decidirão se vão seguir juntas ou separadas. Disso vai depender a escala dos projetos e os investimentos da HRT e da Rosneft no país nos próximos anos.
"Em termos de investimentos, vai depender da escala dos projetos e se vão ser feitos em parceria. Se ficarmos juntos, a escala será maior", disse, explicando que se a Petrobras ficar, um acordo pode ser assinado até o fim deste ano.
Questionado sobre as pressões de acionistas da companhia sobre o fundador Marcio Mello, a quem culpam pelo fraco resultado exploratório da HRT, Eichmcomb não vê assim. Primeiro, lembra que é sócio da empresa, que tem blocos na Amazônia sem ligação com a que explora na Namíbia. E diz que a HRT foi fundamental para a entrada da russa no Brasil. E aponta que o sucesso exploratório foi de 60% a 70%, com o prazo para perfurações de poços caindo de 150 para 60 dias com a tecnologia trazida pelos sócios.
Ocorre que, diz ele, não foram encontrados reservatórios de óleo capazes de justificar uma exploração comercial, o que levou aos estudos para comercializar as descobertas de gás, cujo mercado tem dinâmica diferente do petróleo.
Só quando souber a escala do projeto da Amazônia será possível dizer quanto a Rosneft ainda vai investir no país. Junto com o Golfo do México e África, Eichmcomb afirma que o Brasil é uma das cinco prioridades de investimento no mundo para qualquer grande companhia do setor. O executivo explicou que a companhia não vai participar da 11ª Rodada da Agência Nacional do Petróleo (ANP) porque não houve tempo hábil para as autorizações devido ao processo em curso de integração da TNK-BP coma Rosneft. A fusão é resultado de uma operação de US$ 56 bilhões incluindo ações.
Einchcomb acha provável a participação da Rosneft no leilão de áreas no pré-sal, que serão oferecidas no formato de partilha da produção. A companhia explora o Ártico nesse modelo nos projetos Sakhalin I, II e III junto com Exxon e Shell. Além do Brasil a empresa opera na Venezuela, Vietnã, Estados Unidos, Canadá e Noruega.
Fonte: Valor Econômico/ Revista Tn Petróleo
terça-feira, 23 de abril de 2013
Empresa inicia prospecção de petróleo, gás e potássio no Baixo Amazonas e oeste paraense
A empresa Georadar inicia no próximo dia 20 a primeira ação de prospecção na bacia do rio Amazonas localizada em território paraense na busca por vestígios de jazidas de petróleo e gás. O grupo, de capital nacional com aporte de fundos de pensão internacionais, é prestador de serviços da Petrobrás e detém a mais avançada tecnologia em sísmica terrestre no mundo. O trabalho vai capturar registros em duas dimensões do subsolo feitos em duas regiões do estado.
Na primeira, na região oeste, as prospecções acontecerão nos municípios em Belterra, Mojuí dos Campos e Santarém. A segunda etapa, que iniciará no segundo semestre e vai até o dia 30 de dezembro, compreende os municípios de Monte Alegre, Prainha e Almeirim, a leste do Rio Amazonas. O contrato de prospecção está orçado em R$ 80 milhões e prevê a geração de imagens por meio de ressonância sonora do subsolo que serão avaliadas posteriormente por técnicos da Petrobrás, indicando ou não a viabilidade da exploração comercial das jazidas, das quais há muito tempo já se tem indícios.
No último dia 9, uma equipe da empresa, chefiada pelo presidente Luiz Nagata, apresentou o projeto ao Governo do Estado. Primeiramente em uma reunião no Centro Integrado de Governo (CIG), em Belém, para o secretário especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Indústria, Sidney Rosa, e para a secretária adjunta da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), Maria Amélia Enríquez, e sua equipe técnica. Posteriormente, no mesmo dia, o grupo foi até Santarém onde apresentou o projeto para uma comitiva de prefeitos, membros do governo e da sociedade civil.
Entre os benefícios diretos à população do Pará com a investigação dessas jazidas, está previsto o investimento de R$ 8,5 milhões em contratação de mão de obra local e serviços especializados, além de indenizações. “Nós não entramos em nenhum território sem termos todas as licenças, sem o conhecimento dos proprietários das áreas e sem comunicar as autoridades locais. Depois de entrar e executar o serviço, o solo e a cobertura vegetal são recompostos”, informou o presidente da empresa.
A secretária Maria Amélia Enríquez ressaltou a importância do projeto para o futuro do estado e frisou a necessidade de qualquer ação de exploração mineral deixar investimentos e benefícios para a população local. “Nós inauguramos uma nova etapa em relação à exploração mineral com a implantação da taxa de mineração, que não se aplica ao projeto em específico, mas que determina a vontade deste governo em assegurar que a população seja diretamente beneficiada com a exploração dos nossos recursos naturais”, disse ela.
Os executivos ressaltaram a importância dos estudos anteriores e do conhecimento desenvolvido no estado pela Universidade Federal do Pará (UFPA), que é uma instituição referenciada nacionalmente na área de Geologia. E informaram que eles apontam grande probabilidade de ocorrência de petróleo e gás natural, além de outros minerais, como o potássio. Nesse sentido, o secretário especial Sidney Rosa revelou a intenção do Estado em fomentar a indústria de fertilizantes usando a matéria prima do potássio que existe na região. “Isso vem ao encontro das nossas expectativas, pois estamos dando incentivos para empresas de fertilizantes se instalarem no estado, dinamizando a produção agrícola”, comentou Rosa.
Nagata confirmou o potencial e disse que a expectativa é que a produção mineral possa ser efetivada em dois ou três anos, com possibilidades de verticalizar a produção de fertilizantes em Belém, através da rede de infraestrutura logística (de transportes terrestres e fluviais) que está sendo fomentada pelo governo federal em parceria com o governo do Pará.
Sísmica - O diretor de operações sísmicas da Georadar, Ricardo Savini, fez uma demonstração do sistema de prospecção chamado “Sísmica”. Ele comparou o processo a uma ultrassonografia. Através de canhões de emissão de ondas sonoras de alto impacto é possível atingir as mais profundas extensões no subsolo e obter a localização exata dessas jazidas. "Através dos ângulos de refração é possível calcular e projetar as camadas de solo que apontam os ambientes favoráveis a formação de jazidas minerais. Dessa forma, o processo gera imagens em duas dimensões que podem ser, dependendo dos primeiros indícios, processadas em três dimensões para análises mais precisas", explicou.
Ainda segundo Savini, a tecnologia de prospecção avança muito com a tecnologia atual, dando resultados muito mais precisos a cada ciclo de cinco ou sete anos. A Georadar adquiriu 70% das ações de uma empresa estrangeira especializada, adquirindo, assim, a mais moderna tecnologia de sísmica do mundo, com a qual inclusive já trabalham na prospecção das jazidas do pré-sal.
Fonte:http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=121212
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